Nesta segunda-feira (11), 38 lavradores procuraram ajuda no município de Itabela, depois de abandonarem a propriedade rural no extremo sul da Bahia
Péssimas condições de alojamento e alimentação e falta de fornecimento de equipamentos de proteção individual levaram um grupo de 38 lavradores – supostamente contratados para colher café em uma fazenda no extremo sul da Bahia – a abandonar o local e buscar ajuda no município de Itabela. Depois de serem deixados na rodoviária, eles procuraram a Assistência Social do município, que acionou o Ministério do Trabalho.
O Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho passaram a acompanhar a situação. Após o relato dos trabalhadores aos auditores-fiscais do Trabalho e aos procuradores, que estiveram no local, o grupo recebeu hospedagem e alimentação até que o caso seja esclarecido.
A chegada dos 38 trabalhadores, todos originários do município alagoano de Murici, ocorreu na manhã desta segunda-feira (21). Eles decidiram não continuar trabalhando na colheita de café, dadas as condições a que estavam expostos, segundo relatos dos próprios lavradores. Sem dinheiro para comprar passagens para retornar para o município onde residem, buscaram assistência.
De acordo com o auditor-fiscal do trabalho A. C., a prioridade é prestar apoio aos trabalhadores e elucidar os fatos denunciados.
A operação teve o apoio da Defensoria Pública da União, da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, da Polícia Rodoviária Federal e do Grupo Especial de Combate ao Trabalho Análogo à de Escravo na Bahia.
Fonte: http://trabalho.gov.br/noticias/5966-ministerio-e-mpt-apuram-caso-de-condicoes-precarias-de-trabalho-em-fazenda-de-cafe
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