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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

MPT processa Comcap em R$ 8 milhões por jornada que ultrapassa 15 horas e outras irregularidades

Segundo inquéritos civis, acidentados foram demitidos e não reabilitados e garis continuam sendo levados nos estribos dos caminhões.

O Ministério Público do Trabalho de Santa Catarina (MPT-SC) ajuizou ação civil pública contra a Autarquia Melhoramentos da Capital (Comcap) em pelo menos R$ 8 milhões por submeter seus trabalhadores a jornadas exaustivas e outras irregularidades. O processo com o pedido de indenização também envolve o diretor presidente da autarquia e o município de Florianópolis. A autarquia informou que deve se manifestar sobre o caso na sexta-feira (2).
A Comcap, que é responsável pela coleta do lixo na Capital, também foi apontada por não reabilitar empregados lesionados e por descumprir a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que a impede de transportar garis em estribos de caminhões de coleta, segundo denúncia dos procuradores. O ajuizamento do pedido de indenização ocorreu no dia 22 de janeiro, mas foi divulgado na terça-feira (30).
Dois inquéritos civis comprovaram que garis fazem jornadas de 15 horas e 30 minutos, principalmente na temporada de verão. De acordo com o MPT-SC, a prorrogação da jornada ocorre em atividades insalubres e a redução da hora noturna não é respeitada. De acordo com o MPT, a empresa não adota medidas de prevenção a acidentes e doenças ocupacionais “dentre as quais pausas de recuperação de fadiga”.
Ainda segundo o MPT-SC, há um alto número de acidentes de trabalho e de doenças ocupacionais e os empregados lesionados não são reabilitados, sofrendo até demissões. Em três anos foram registrados 1.289 acidentes de trabalho ou problemas ocupacionais, notificadas entre 2013 e 2016.
“O INSS revela a conduta discriminatória da empresa com a demissão dos empregados que necessitavam de reabilitação funcional. Em resposta aos ofícios do INSS solicitando a reabilitação dos garis, a Comcap se limitou a informar que diversos empregados não concluíram o período de experiência e não eram efetivos, configurando-se a demissões discriminatórias”, informou o MPT.
Outra irregularidade apontada e o transporte irregular de garis nos estribos do caminhão. Em 2014, uma decisão impediu que eles fossem transportados na parte de trás do caminhão, mas a empresa estaria descumprindo essa decisão judicial.
O MPT-SC não informou quantos trabalhadores estariam envolvidos diretamente com as situações citadas no inquérito.
Fonte: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/mpt-processa-comcap-em-r-8-milhoes-por-jornada-que-ultrapassa-15-horas-e-outras-irregularidades.ghtml

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