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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Superintendência do Trabalho de Goiás interdita 2,5 mil armas da PM

Auditoria foi realizada em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) porque pistolas não ofereciam segurança aos policiais em serviço

Uma equipe formada por seis auditores-fiscais do Trabalho entregou ao Comando-Geral da Polícia Militar de Goiás, na manhã desta terça (31), um termo de interdição de 2.500 pistolas PT 24/7 PRO D marca Taurus, em uso pela PM goiana. O documento é resultado de três meses de auditoria, que comprovou acidentes de trabalho de policiais por esse tipo de arma.
Segundo a coordenadora da operação, auditora-fiscal J. C., o objetivo foi preservar a vida e a integridade dos policiais militares, além de coibir acidentes potencialmente fatais. “O esforço administrativo da PM de Goiás para corrigir o problema ficou comprovado, e integra o termo de interdição. Foram realizadas entrevistas, investigações com policiais militares e policiais das outras forças de segurança para colher informações de acidentes, incidentes com a pistola PT 24/7 PRO D. A auditoria colheu informações, dados, denúncias de acidentes e incidentes com a PT 24/7 PRO D envolvendo policiais das forças de segurança de outros estados, e não somente de Goiás. Analisamos também, em conjunto com peritos da PM-GO, os principais problemas da arma”, relata J..
A operação, realizada em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), analisou diversos documentos e relatórios que levaram à conclusão sobre os acidentes de trabalho decorrentes do uso da pistola PT 24/7 PRO D. “As armas são inseguras, perigosas para a PM-GO, por isso exigimos que seja feito o recolhimento imediato das pistolas e a substituição por armas seguras”, disse o auditor-fiscal R. d. O..
O receio de acidentes de tiro, disparos involuntários/acidentais envolvendo policiais e civis motivaram esse documento técnico. O laudo também será encaminhado para a fabricante Taurus e para a Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados – DFPC do Exército Brasileiro.
De acordo com a auditoria, até o momento, foram registrados 27 acidentes com vítimas na PM-GO ocasionados pela pistola, usada desde 2013 pelos policiais. Alguns dos problemas detectados foram: disparos em rajadas, em regime automático; falha de percussão e falha do retém do ferrolho; carregador danificado com rachadura; arma que não para na ação simples; travamento do gatilho; falha de funcionamento ou falha de percussão, só funciona na ação dupla; disparo de arma no coldre, disparo involuntário; situações em que, embora o percussor tenha atingido a espoleta, não houve energia suficiente para provocar a explosão.
As pistolas foram adquiridas em 2013 pelo Estado de Goiás. Em 2015, as armas passaram por Recall da fabricante, que não resolveu os problemas. Em outubro de 2016, o Exército Brasileiro proibiu a produção e comercialização deste modelo de pistola. Em 10 de outubro deste ano, a Justiça Estadual de Goiás (segunda vara de fazenda pública) determinou que a fabricante trocasse as mesmas 2.500 armas objeto da auditoria do trabalho. Logo, a decisão da Auditoria do Trabalho se alinha à medidas tomadas pelo Exército Brasileiro e pelo Judiciário Estadual em Goiás.

Fonte: http://trabalho.gov.br/noticias/5186-superintendencia-do-trabalho-de-goias-interdita-2-5-mil-armas-da-pm

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