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segunda-feira, 4 de julho de 2016

“Nós do trânsito” aborda a distração causada pelo uso de tecnologias no trânsito

No programa de hoje os especialistas explicam o porquê de alguns meios tirarem tanto a atenção dos motoristas no trânsito

O programa “Nós do trânsito” é um bate-papo descontraído, sobre um assunto muito sério, produzido pelo Portal do Trânsito e pela Tecnodata. O Doutor em História Rodrigo Santos conversa com o Especialista em Trânsito Celso Mariano em um videocast que se propõe analisar, discutir, opinar e contribuir para desatar os nós do trânsito.

Toda segunda-feira, no Youtube, uma nova edição do programa trará assuntos atuais e temas polêmicos com um tom extrovertido, transformando assuntos, às vezes muito complexos, em uma conversa agradável, de fácil entendimento e altamente educativa.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/educacao/programa-nos-do-transito/nos-do-transito-aborda-distracao-causada-pelo-uso-de-tecnologias-no-transito/

Debatedores: principal causa de acidente com motos é falta de educação de condutores

Debatedores que participaram de audiência pública promovida pela Comissão de Viação e Transportes nesta terça-feira (28) assinalaram que a principal causa dos acidentes de trânsito com motos no País é a falta de educação dos condutores em geral.
Parlamentares e especialistas discutiram a proposta que reserva uma faixa exclusiva para motocicletas em vias com tráfego pesado (Projeto de Lei5007/13).
O debate foi proposto pelo presidente da Frente Parlamentar do Trânsito Seguro, deputado Hugo Leal (PSB-RJ).
O objetivo da proposta, que veio do Senado, é reduzir o número de acidentes envolvendo motociclistas.
O diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, José Aurélio Ramalho disse que o Brasil precisa “parar de adestrar motoristas”. “Temos que ter vergonha da forma como somos habilitados, da maneira fútil, fácil e banal como se tira uma habilitação neste País”, disse. Segundo Ramalho, não adianta criar faixas exclusivas se os motoristas não conhecem e não respeitam as regras de trânsito.
Aumento de acidentes
No mesmo sentido, o diretor de Planejamento, Projeto e Educação da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET), Tadeu Leite, disse que o estado já teve duas faixas exclusivas para motos nas avenidas Sumaré e Liberdade, mas apesar da boa aceitação dos motociclistas, a experiência revelou aumento no número de acidentes e acabou desativada. “A aceitação foi ótima, mas o número de acidentes aumentou 145% e o de atropelamentos, 33%”, disse Leite, referindo-se à Avenida Sumaré.
Um dos problemas das faixas exclusivas, segundo Leite, é a movimentação de entrada e saída das faixas exclusivas e a presença de cruzamentos e de pedestres.
Representando a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), José Eduardo Gonçalves defendeu o projeto como solução viável para a redução de acidentes com moto. “O projeto foi bem aceito por 90% dos motociclistas, mas o mau comportamento de todos determinou o encerramento dos dois projetos”, disse ele, acrescentando que, no caso de São Paulo, faltou sinalização adequada, fiscalização e educação de motoristas para que a experiência tivesse êxito.
Formação de condutores
O presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Motociclista, deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), concordou que os acidentes com motociclistas se devem preferencialmente a falhas no processo de formação de condutores.
O deputado contou sua experiência ao comprar uma moto em 1980 e que acabou sofrendo um acidente logo no primeiro passeio. “Tirei a habilitação rapidinho, sentei e sai andando. Em 40 minutos, estava no chão. Caí a 90 quilômetros por hora”, disse o deputado, que atribui a queda à falta de preparo para pilotar a moto. “A educação para o trânsito no Brasil é uma lástima. Os Detrans têm recursos, mas não investem em educação”, defendeu.
Na Comissão de Desenvolvimento Urbano, o projeto 5007/13, que prevê as faixas exclusivas para motos, acabou rejeitado por inconstitucionalidade. O relator, deputado Mauro Mariani (PMDB-SC), entendeu que lei federal não pode obrigar os municípios a implantarem faixas viárias exclusivas para motos. “A Constituição assegura aos municípios a competência para promover o planejamento e o controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano”, ressaltou ele, citando a Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei 12.587/12).
Mariani, no entanto, apresentou emenda para permitir que as motos transitem nos “corredores” – espaços entre veículos – quando o transito estiver parado, desde que isso “ocorra sem prejudicar a segurança do trânsito e em velocidade máxima a metade da velocidade da via”.
A emenda agradou a maioria dos debatedores. Para o presidente da Federação de Motoclubes do Rio de Janeiro, Humberto Montenegro, a proposta é a mais rápida de ser implementada. “Os motociclistas já utilizam esse corredor virtual (entre os carros), só precisamos colocar regras, como o limite de velocidade”, disse.
Bolsão para motos
Montenegro, por outro lado, é contrário à faixa exclusiva. “Não acredito que a segregação seja a solução”. Ele também defendeu a criação de uma área exclusiva para motos em frente aos semáforos, o chamado “bolsão”, para que as motos possam largar na frente dos carros.
O projeto, que tramita apensado ao PL 3886/12, já foi rejeitado pela Comissão de Desenvolvimento Urbano.

fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/moto/debatedores-principal-causa-de-acidente-com-motos-e-falta-de-educacao-de-condutores/

DNIT garante fiscalização eletrônica em rodovias federais

Segundo dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a redução de acidentes nas rodovias foi o principal benefício que Plano Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade trouxe aos cidadãos brasileiros.
Comparando os registros da Polícia Rodoviária Federal, de 2010 até 2015, constata-se a redução no total de acidentes nas vias federais sob jurisdição do DNIT de 30,6%.
Neste mesmo período, verificou-se que o Plano do o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes contribuiu também para a redução do total de acidentes com mortes. De 2010 até 2015, os acidentes fatais diminuíram em 20,8%.
O Plano
Com o Plano Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade, o DNIT garantiu o monitoramento do excesso de velocidade por meio de 3.467 equipamentos de 3 tipos: radares fixos (nas áreas rurais); controladores de avanço de sinal vermelho; e lombada eletrônica para aumentar a segurança em travessias urbanas das vias federais.
A iniciativa tem como base o processo de licitação, realizado em 2009, que possibilitou contratação de serviços de fiscalização eletrônica para toda a malha rodoviária.
Os equipamentos garantem a supervisão e a segurança em 6.469 faixas de trânsito. O serviço licitado pelo DNIT é o da fiscalização de faixas ao mês. As empresas contratadas são proprietárias dos dispositivos que fotografam as infrações e enviam os registros, automaticamente, ao departamento nacional de transito.
As imagens são validadas ou não por agentes do Departamento Nacional de Trânsito, após consulta aos cadastros de infratores. Quando a imagem é validada, uma notificação de infração é enviada ao motorista, com as informações obtidas no sistema.
O DNIT investe em média R$ 4 mil reais por faixa fiscalizada, ao mês, para o monitoramento em questão. O valor médio varia de acordo com o tipo de equipamento e a oferta definida na licitação, pelas empresas vencedoras dos 12 lotes em que foram divididos o Plano Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade.
Do total de 3.467 equipamentos, 414 estão localizados em trechos que foram concedidos nos últimos anos. Ou seja, do total de 6.469 faixas fiscalizadas contratadas pelo DNIT, 838 faixas estão em trechos que passaram para a responsabilidade das concessionárias de rodovias, sob regulamentação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). São trechos de rodovias federais localizadas em sete Estados e no Distrito Federal, que fazem parte de seis lotes contratados.
Considerando os limites orçamentários da LOA 2016, o DNIT precisou pedir que os 414 equipamentos (que fiscalizam 838 faixas) mantidos nos trechos concedidos (veja a lista) fossem desligados. O procedimento foi realizado em maio e junho de 2016, até que houvesse garantia de nova suplementação orçamentária para garantir a fiscalização eletrônica também nos trechos concedidos até o final do ano.
Determinação ministerial
Na última segunda feira (27), em reunião com a diretoria do DNIT e da ANTT, o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, solicitou que a Agência Nacional de Transportes apresente em 30 dias uma solução para viabilizar o funcionamento dos equipamentos nos trechos das rodovias concedidas. O ministro também determinou que o departamento nacional de transportes religue os 414 equipamentos nos trechos concedidos, evitando interrupção da fiscalização até que a solução definitiva seja encontrada.
Segundo o Diretor de Infraestrutura Rodoviária do DNIT, Luiz Antônio Ehret Garcia, a retomada do monitoramento das 838 faixas será imediato. “É importante lembrar que o DNIT já tem processo de licitação definido para a contração de nova etapa do PNCV, garantindo o monitoramento de 7.947 faixas de trânsito para os próximos cinco anos”, comentou o diretor.
Os contratos da atual fase do PNCV tem validade até dezembro/2016. A nova etapa vai manter o monitoramento sem qualquer interrupção.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/transporte-de-carga/dnit-garante-fiscalizacao-eletronica-em-rodovias-federais/